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Inclusão na educação: Qual a necessidade de mediadores

nas escolas?


O mediador escolar de maneira geral pode atuar contornando questões sociais e comportamentais. 

Por Heloisa Gomes

Da redação portalfalcon.com

Publicado em 28/04/2022



O vereador capitão Carpê Andrade (Republicanos) vem repercutindo nas últimas semanas após apresentar um requerimento para a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a respeito da contratação e implementação de mediadores para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e portadores de outros tipos de deficiência em escolas públicas do município. Pedidos semelhantes foram feitos pelos vereadores Rodrigo Guedes (Podemos), Jaildo Oliveira (PCdoB) e Professor Samuel (PL).


Os quatro requerimentos foram analisados e aceitos pelo plenário no dia 05 deste mês. A audiência ocorreu na última terça-feira (25), pelas comissões de Educação e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do município. A ocasião também contou com a presença de ativistas e responsáveis por autistas e Pessoas com Deficiência (PCD´s) que debateram sobre as dificuldades enfrentadas por eles e sobre meios de introduzir esses profissionais ao mercado o quanto antes.


Qual a função de um mediador?


O mediador escolar de maneira geral pode atuar contornando questões sociais e comportamentais. Também podendo intervir na comunicação, linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, e nas atividades pedagógicas. Mas ao atuar na área de PCD´s, também é necessário que realize a adaptação do conteúdo lecionado em sala de aula ao demais colegas para que o aluno tenha um melhor aprendizado.


Segundo a pedagoga e mediadora, Maria Alves, mediar é tornar possível uma melhor qualidade de ensino para esses alunos. “É dar um novo olhar sobre o mundo auxiliando-os para uma melhor compreensão, respeitando suas limitações sem deixar de estimular novos progressos”, disse.


A dona de casa Mayane Coimbra, mãe do pequeno Filipi de 5 anos e portador do TEA, relata que o filho apesar de muito tranquilo, já recebeu algumas reclamações por sua inquietação e por não conseguir realizar as atividades junto ao tempo das outras crianças. “Acredito que com a contratação desses profissionais as crianças não precisarão mais aprender na marra, e seria de grande ajuda tanto para os professores quanto para os alunos que precisam”, declarou


Quem pode exercer essa função?


Segundo a lei federal 12.764, “em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista [...] terá direito a acompanhante especializado”. Sendo assim, os mediadores escolares podem ser professores, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, pedagogos, psicopedagogos e fisioterapeutas em parceria com a família da criança ou adolescente e com a equipe escolar. De modo geral, os mediadores são como uma ponte entre esses alunos e a escola, visando construir um ambiente mais acolhedor e inclusivo, valorizando as particularidades de cada aluno.


Edição e supervisão: Professora Vanessa Sena

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